Bem-vindo ao site da associação de ourivesaria e relojoaria de portugal

A ASSOCIAÇÃO DE OURIVESARIA E RELOJOARIA DE PORTUGAL (AORP), é uma entidade privada de carácter associativo que representa actualmente cerca de 75% dos industriais de ourivesaria de Portugal, contando com um corpus de associados de cerca de 400 empresas. Sendo a maior associação sectorial a nível nacional, abrange no seu seio ourives e fabricantes de relojoaria, com actividades de fabrico, montagem e reparação, mas também de retalho, comércio grossista e outras actividades relacionadas, tais como design, pedras preciosas, estojoaria, maquinaria, entre outras.

jornal/newsletter

Se pretender receber o nosso jornal/newsletter deixe-nos o seu e-mail.


 
 

Curiosidades

 

Que marcas devem obrigatoriamente apresentar as peças de ourivesaria legalmente comercializadas?
Para estarem devidamente legalizadas, as peças de ourivesaria comercializadas em Portugal devem apresentar duas marcas: uma, aplicada pelo fabricante, que serve para o identificar e outra, aplicada por uma contrastaria reconhecida pelo Estado português, que garante o toque dessas peças.

O que são as milésimas e os quilates?
O toque é habitualmente designado em milésimas ou em quilates, embora as milésimas sejam cada vez mais utilizadas, pois são de muito mais fácil leitura para o consumidor. Quando se diz, por exemplo, que um objecto tem um toque de 750 milésimas está a informar-se o eventual interessado que em 1000 unidades de massa da liga com que foi feito o objecto de metal precioso existem 750 unidades de metal precioso puro. No entanto, se se utilizassem os quilates para se dar a mesma informação diríamos estar em presença de um objecto com o toque de 18 quilates, o que, como vemos, tem muito menos significado para um leigo. Eis algumas equivalências entre milésimas e quilates: 333 milésimas equivalem a 8 Qt; 375 milésimas equivalem a 9 Qt; 585 milésimas equivalem a 14 Qt; 750 milésimas equivalem a 18 Qt; 800 milésimas equivalem a 19,2 Qt; 1000 milésimas equivalem a 24 Qt. Será útil saber-se também que é impossível detectar à vista desarmada qual o toque dum determinado objecto, significando isto que um objecto de 333 milésimas, por exemplo, pode ser absolutamente igual, no que diz respeito ao seu aspecto, a um objecto de 800 milésimas. Daqui se extraiu, possivelmente, o ditado popular que diz que nem tudo o que reluz é ouro...

O que é o toque?
Ao contrário daquilo que o cidadão comum muitas vezes supõe, as peças de ourivesaria não são feitas de metais preciosos no seu estado puro. De facto, os metais preciosos nesse estado são muito pouco trabalháveis. Se uma vulgar aliança de casamento, por exemplo, fosse feita em ouro fino, a sua resistência à deformação seria tão pequena que as actividades habituais do dia a dia dum utilizador vulgar seriam suficientes para a danificarem constantemente. Sendo assim, os ourives tiveram, desde sempre, necessidade de adicionarem outros metais aos metais preciosos com que trabalhavam, de forma a obterem uma liga adequada ao tipo de trabalho que visavam produzir. A quantidade de metal precioso existente na liga é traduzida através da indicação do toque da mesma, significando isto que quanto mais elevado é o toque duma peça maior é o conteúdo de metal precioso existente por unidade de massa dessa peça. Citando J. Almeida Costa e A. Sampaio e Melo (in Dicionário da Língua Portuguesa) poder-se-á dizer, portanto, que toque é a percentagem de metal puro numa liga em que ele é fundamental. O termo título é também utilizado muitas vezes em lugar de toque.

Qual a origem da expressão "prata esterlina"?
A expressão "prata esterlina", aplicada à prata de 925 milésimos, teve a sua origem em Inglaterra, no século XII, quando o rei Henry II teve necessidade de ir buscar a uma zona da Alemanha, conhecida como Easterling, refinadores de metais preciosos. O produto do trabalho desses refinadores foi tão bom que passou a ser usado como moeda em 1300, altura em que passou a ser conhecido como prata esterlina.